Realizou-se, no passado dia 20 de março, um jantar-debate sobre o “Modelo do Maior Acompanhado”, uma proposta que está a ser discutida na Assembleia da República e que pretende assegurar à pessoa vulnerável o maior grau de autonomia possível.
Promovida pela República do Direito, a iniciativa que decorreu na Casa do Juiz, em Coimbra, contou com a presença da ministra da Justiça, Francisca Van Dunen, a qual prestou alguns esclarecimentos e defendeu o modelo em discussão. Trata-se de um regime do maior acompanhado que, através da alteração do código civil, visa a defesa da autonomia e interesses do mesmo. Dependendo do grau de dependência do acompanhado poderão ser tomadas decisões de modo diverso, tendo em conta as necessidades da pessoa, assegurando a dignidade humana”, considerou a ministra.
A ANG, representada pela vice-presidente, Mariana Letra, congratulou os presentes pela iniciativa e instou a responsável pela pasta da Justiça, se considerava existir uma efetiva capacidade de resposta às situações de maus tratos exercida na população mais velha e se existe uma formação e especialização capaz dos profissionais nesta matéria. Face à questão colocada, Francisca Van Dunen considerou que “a realidade portuguesa está de facto muito aquém de outros países, nomeadamente a da Alemanha”.