ANG em Debate Público sobre Cuidadores Informais

ANG em Debate Público sobre Cuidadores Informais

A Associação Nacional de Gerontólogos participou no recente debate público sobre o estatuto dos cuidadores informais, que ocorreu no passado dia 23 de fevereiro, na Assembleia da República.

Uma sessão que contou com a presença de um vasto público de cuidadores informais, desde a deficiência, a oncologia até ao cuidado das pessoas mais velhas dependentes e se ouviram discursos com base na experiência, reforçando a necessidade de se criar o estatuto do cuidador informal.

Para presidente da Associação da ANG, Filipa Luz, “quando se aborda a questão dos cuidados informais falamos de pessoas e falamos de relação. Se, por um lado, urge falarmos dos apoios – necessários – para estes cuidadores, urge, na mesma medida, reforçarmos o papel do Estado e o papel das instituições, pela importância que assumem enquanto complemento do cuidado prestado”.

Na sua intervenção defendeu a clara a necessidade “de elevar a exigência e a qualidade dos cuidados formais, para que sejam um apoio sério e concreto na realidade das famílias”, um propósito que se atinge com a formação dos profissionais, na área da Gerontologia, que trabalhando numa ótica da interdisciplinaridade “e não multidisciplinar, com efetivas gestões de caso”.

Representando a voz de cerca de um milhar de gerontólogos, Filipa Luz reconheceu existir ainda “um longo caminho a percorrer na relação e articulação entre os serviços sociais e os serviços de saúde, lacuna essa que compromete a efetividade da resposta que é dada às famílias – que, muitas vezes, é uma resposta disforme, desintegrada e pouco atenta”.

Para concluir concluir, sublinhou “a necessidade do reforço e articulação dos vários profissionais junto do cuidador informal que, no caso da questão do envelhecimento, o gerontólogo é crucial sempre numa lógica de interdisciplinaridade. Acreditamos que o incentivo à formação básica, especializada e contínua em Gerontologia e Geriatria, já prevista na Estratégia Nacional para ao Envelhecimento Ativo e Saudável, é fundamental para o aumento da eficiência do sistema de cuidados formais e, consequentemente, para elevar a qualidade do apoio que urge ser prestado a estes cuidadores”.