O Envelhecimento e Institucionalização. Este foi o tema do III Encontro Nacional de Estudantes de Gerontologia e Gerontólogos, que decorreu nos dias 10 e 11 de novembro, na Coimbra Business School. Um encontro de profissionais e estudantes da Gerontologia, promovido pela Associação Nacional de Gerontólogos, e que visa, sobretudo, promover o debate, a partilha de questões atuais do envelhecimento, baseadas na prática do gerontólogo.
O evento, bastante concorrido, contou com um programa capaz aprofundar as várias questões relacionadas com a grande temática deste ano. Assim, destaque-se o painel subordinado ao tema “Institucionalização: uma questão política?”, que em formato de conversa, moderada pelo gerontólogo Diogo Batalha, teve a palavra Manuel Teixeira Veríssimo, médico geriatra. Um momento onde aquele responsável sublinhou o reconhecimento em Portugal da Geriatria como área de especialidade médica, assim como a existência de uma articulação entre o terceiro o terceiro setor e o sistema de saúde português. Para Manuel Teixeira Veríssimo, a “Gerontologia é muito mais que a Geriatria”, destacando, de imediato que as áreas se complementam. “O envelhecimento vai muito para além da Geriatria, até porque a Gerontologia intervém e deve intervir no ciclo de vida como um todo, prevenção e educação”, afirmou Manuel Teixeira Veríssimo.
Ao definir pessoa idosa na atualidade, o preletoror recorda que esta “tem de ser caracterizada pelo seu meio em todas as nossas intervenções” e, fazendo a ponte para uma análise do documento Estratégia Nacional para o Envelhecimento Ativo e Saudável - 2017 -2025, sustentou que “todos os problemas associados ao envelhecimento em Portugal não têm só que ver com a saúde, são problemas de todas as áreas. A resposta tem de ser global”. De acordo com a sua perspetiva, as respostas sociais de SAD e ERPI terão de ter em conta que “a tendência será para manter as pessoas mais tempo em casa e quando o serviço já não colmatar as necessidades do cuidado, ter-se-á que proceder à institucionalização”.