No âmbito da Consulta Pública da Estratégia Nacional para o Envelhecimento Ativo e Saudável (ENEAS), a Associação Nacional de Gerontólogos (ANG) reagiu, apresentando as suas considerações sobre o documento elaborado pelo Ministério da Saúde, criticando, contudo, a atitude discriminatória em relação à entidade que representa a nível nacional os profissionais diretamente envolvidos nesta temática - os gerontólogos.
Congratulando o Grupo de Trabalho Interministerial pela definição e a elaboração da ENEAS, a ANG não deixou de lamentar a sua ausência no processo de elaboração da estratégia, tanto mais quando se verificou a legítima participação de outros órgãos representativos de todas as classes profissionais que intervêm na área do envelhecimento, excetuando o gerontólogo, profissional responsável pela avaliação, intervenção e estudo científico do fenómeno do envelhecimento humano e da prevenção dos problemas pessoais e sociais a ele associados, sendo a pessoa à medida que envelhece o objeto da sua intervenção profissional.
Na sua apreciação do documento, a ANG apresenta a visão dos gerontólogos como sendo fundamental na construção das linhas orientadoras para a promoção do envelhecimento ativo e saudável em Portugal, e, nesse sentido, ostenta um conjunto de considerações (ver documento Consulta Pública_ANG_ENEAS_Agosto17). De salientar a importância para o reforço da existência (e permanência) da formação em Gerontologia ao nível do 1.º ciclo, que contribui para a consolidação da oferta formativa nesta área. Uma medida que valoriza e valida a existência do gerontólogo, um profissional de relação, capaz de responder ativamente, e de uma forma holística, ao envelhecimento populacional.